TRISTE

Entre as diversas músicas de sua autoria ainda engavetadas nos últimos trinta anos, o pianista, compositor e arranjador Chico Adnet observou um ponto em
comum: a melancolia. É esta a tônica das obras reunidas em “Triste”, quarto álbum do músico carioca. São onze faixas, sendo dez composições próprias, nove delas inéditas e uma interpretação de “Feuillet D’album, op. 45 no. 1”, do
russo Alexander Scriabin, no piano elétrico. Gravado entre 2022 e 2023, “Triste” contou com a participação de duas orquestras de cordas: uma no Rio, formada por 22 músicos, e outra em Tallin, Estônia, com 24 instrumentistas.

 

Chico convidou os irmãos Mário, Maúcha e Muiza para participarem do álbum cantando em “Imagens”, uma das poucas canções sem as cordas, mas com sintetizadores. “Os sintetizadores eram uma coisa meio futurista lá pelos anos 70, e a letra fala de espaço-tempo, da semelhança que a gente começa a sentir
com nossos pais”, diz. 

 

A família também está presente nas músicas “Doce companheira” e “Fria madrugada”, que ganharam letras do compositor (e tio) Luiz Fernando Gonçalves, irmão de sua mãe. (“ Hoje percebo claramente que Luiz Fernando é meu amigo. A amizade que supera o parentesco”. )

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 A primeira é sobre a perda de um ente querido, e a estranheza de ver que o mundo continua girando, indiferente à sua dor. Já a segunda ficou guardada por de mais de trinta anos. “Foi uma das primeiras coisas mais sérias que eu fiz, mas ficou adormecida na gaveta.”

 

Em uma das faixas, Chico faz uma homenagem ao filho Marcelo Adnet, ator e comediante, e, em outra, aos seus caçulas, um casal de os gêmeos de 8 anos. A música “Companheiro de viagem” foi escrita a partir de uma lembrança que o compositor tinha do primogênito ainda criança. 

 

“Quando o Marcelo tinha uns 3 anos, a gente andava na rua de mãos dadas e, quando passava por uma vitrine que nos refletia, eu dizia pra ele: ‘olha lá, dois caras!, dois caras!. . . ’ 

A canção foi criada sob a emoção de constatar que nós éramos companheiros de vida, pai e filho. 

Para os caçulas, a música surgiu antes de eles nascerem de uma brincadeira com a enteada, Luisa, de chamar a mãe de “Tatu”. Então ficou “Dois Tatuzinhos”.

Para Chico, o disco é uma espécie de celebração. “É pra dar graças à vida e comemorar o fato de ter aprendido a lidar com a tristeza. 

 

Depois de tanta convivência com a melancolia, hoje sou uma criatura mais alegre do que triste, como preconizava Vinicius de Moraes. E tem o fato de que eu sempre achei música triste uma coisa linda!”, diz Adnet. 

 

A única canção do repertório que Chico não considera triste é o samba Lembra”, que surgiu da saudade de sua irmã Maucha quando ela já morava em Nova York, no fim da década de 80. Para a gravação das vozes, foram convidados os amigos Pedro Miranda, João Cavalcanti, Moyséis Marques e Alfredo Del Penho.

Faixa a faixa

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